domingo, 10 de maio de 2009

ROMA ANTIGA


ROMA ANTIGA

A lenda da fundação de Roma fala em dois meninos
amamentados por uma loba.

A cidade de Roma se desenvolveu na península itálica numa região de solo fértil e acesso fácil ao mar Mediterrâneo. Roma é fruto da confluência de dois povos: as tribos de latinos que habitavam o Lácio e os etruscos que viviam na Toscana. Fundada por volta de 1000 a.C., a cidade era um centro militar de defesa dos latinos contra ataques dos etruscos.

A MONARQUIA

Durante a monarquia a sociedade Romana estava dividida em: patrícios cidadãos romanos, aristocracia dona das terras, únicos com direitos políticos e com acesso exclusivo ao treinamento militar; plebeus povos frutos das primeiras conquistas romanas eram livres, mas não possuíam nenhum direito político; e os escravos que eram prisioneiros de guerras. Nesta fase os romanos eram comandados por reis etruscos que controlavam a cidade-Estado.



Domínio sobre as rotas comerciais era fundamental para Roma

A REPÚBLICA (509 a.C. – 27 a.C.)

Período marcado pela expansão militar de Roma e da crescente utilização da mão-de-obra escrava. O poderio militar de Roma era baseado num exército disciplinado, organizado, eficiente que possibilitava a cidade ter o controle das rotas comerciais. A partir de 509 a.C. uma articulação de patrícios depõe o rei e o Senado passa a ser o centro das decisões políticas. Formado por 300 senadores escolhidos entre os patrícios mais ricos através do censo, o senado governava, administrava, comandava o exército e tomava as decisões. Sob comando do senado Roma fez o processo de unificação da península itálica entre os séculos V e III a.C. Após a unificação, passou a disputar a hegemonia do Mediterrâneo com Cartago (fundada na África do Norte pelos fenícios). Essa disputa entre Roma e cartago, donimadas de Guerras Púnicas, iniciam em 264 a.C. e chegaram ao fim em 146 a.C., quando os exércitos romanos arrasam a cidade. Após derrotar Cartago Roma se expande pelo Oriente com as conquistas sobre a Macedônia (197 a.C.), a Síria (189 a.C.), a Grécia (146 a.C.) e o Egito (30 a.C.), e na Europa com a conquista sobre a Gália Transalpina. Em direção ao oriente os romanos estenderam o seu império até as margens do rio Indo. No centro do Império Romano estava o Mediterrâneo, que os romanos passaram a chamar de Mare Nostrum. O Mediterrâneo passou a ser principal via de comunicação do império, por ele os romanos levavam e traziam exército e produtos, o que foi fundamental para as suas conquistas. Os territórios conquistados eram transformados em Províncias, dominados econômica, política e militarmente. Parte da sua população era escravizada e passavam a pagar tributos à Roma. A expansão militar foi responsável por um conjunto de problemas que levaram a uma grave crise social e política:

. Crescimento do poder político dos generais: quanto maior a dependência de Roma com relação ao seu exército mais poder concentravam os comandantes militares, pois havia um vínculo entre os generais e os seus comandados o que fez com que esses generais acumulassem cada vez mais poder militar e político;
. As revoltas nas províncias: com o aumento da extensão do Império Romano passou a existir muita dificuldade em manter o controle sobre as Províncias, aconteceram várias revoltas que fizeram aumentar o esforço romano para manter o controle sobre as regiões dominadas, para isso houve o surgimento da profissionalização dos exércitos, os soldados passaram a receber salários/soldo;
. Formação dos latifúndios: com o aumento da exploração sobre as Províncias os preços agrícolas sofreram uma queda, com isso os pequenos proprietários não tinham como concorrer com as grandes propriedades e passaram a vender suas terras o que fez gerar uma concentração de terras e a formação de latifúndios nas mãos dos patrícios;
. Intensificação das revoltas escravistas: esta fase de expansão imperialista romana fez aumentar o número de escravos tornando a estrutura socioeconômica cada vez mais dependente dos cativos de guerra. Os escravos tornaram-se de importância vital para a economia romana e a sua ampla utilização trouxe ao Estado romano inúmeras rebeliões. A revolta comandada por Spartacus foi última grande revolta e a mais importante. Em 74 a.C. ele reuniu um exército de mais de 80 mil soldados e chegou a ameaçar Roma. Após, dois anos de luta ele foi derrotado e cerca de seis mil escravos rebelados foram crucificados;
. Êxodo rural: com o processo de concentração das terras e a utilização maciça de mão-de-obra escrava houve uma transferência dos plebeus das zonas rurais para as zonas urbanas.

Senado romano controlado pelos patrícios


OS CONFLITOS ENTRE PLEBEUS E PATRÍCIOS

A segurança de Roma dependia cada vez mais de um exército forte e numeroso e os plebeus eram indispensáveis na formação deste exército. Conscientes disso iniciaram uma longa luta política para conquistar direitos políticos. Esta luta perdurou por mais de um século e resultou em algumas conquistas:

. Criação do Tribuno da Plebe – 493 a.C. – os plebeus passaram a ter direito de eleger dois representantes que tinham direitos invioláveis, entre eles o direito de vetar qualquer lei que fosse prejudicial aos plebeus;
. Lei das 12 Tábuas – 450 a.C. – conjunto de leis escritas válidas para patrícios e plebeus. Embora favoráveis aos patrícios o fato das leis serem escritas serviu para dar clareza as leis;
. Lei Canuleia – 445 a.C. – Autorizava o casamento entre os plebeus e patrícios, mas na prática só os plebeus ricos conseguiam casar com os patrícios.
. Proibição da Escravidão por Dívida – 366 a.C. – foi decretada uma lei que proibia a escravização de romanos por dívida.

A FORMAÇÃO DO IMPÉRIO ROMANO

Com o crescimento e a ampliação do império romano os generais do exército romano foram concentrando cada vez mais poder. Em 60 a.C. os generais Pompeu, Crasso e Júlio Cesar, foram eleitos pelo senado para formar o primeiro Triunvirato, o objetivo era conter as revoltas internas e exernas. Com a morte de Crasso, Pompeu e César passaram a disputar o poder até que 45 a.C. Júlio César tornou-se único governante. Em 44 a.C., Júlio César foi assassinado por defensores da República. Após a morte de César foi formado o segundo Triunvirato composto por Antonio, Lépido e Otávio. Seguiu-se um segundo período de guerra civil que terminou com a vitória de Otávio. Em 31 a.C. Otávio recebeu o título de princeps (primeiro cidadão) imperador Otávio Augustus (divino). Concentrando o poder em suas mãos, Otávio governou de 27 a.C. até 14 d.C., e foi responsável por consolidar o império romano.


Extensão máxima do Império Romano


A PAX ROMANA E O ALTO IMPÉRIO

Ao imperador, supremo mandatário, cabia exercer totalmente o controle político, sobrepondo-se ao Senado. A plena centralização foi à solução política para por fim nos conflitos entre as várias facções políticas. Otávio Augusto realizou uma reorganização administrativa alterando a forma de cobrança dos tributos e aumento do número de funcionários públicos, além disso, ele instituiu a política do Panem et Circenses (pão e circo), a distribuição de trigo e organização de grandes espetáculos públicos para diminuir a tensão entre os plebeus desempregados. No plano militar, ele organizou um poderoso exército de mais de 300 mil homens composto por cidadãos e tropas das províncias, cujos membros só recebiam a cidadania após o serviço militar. Augusto estabilizou e expandiu o Império Romano proporcionando um período de grande prosperidade conhecido como pax romana. Os sucessores de Augusto desestruturaram o Império, minando o modo de produção escravista. Além de gerar crises com as disputas sucessórias, as arbitrariedades e as imoralidades dos imperadores contribuíram ainda mais para decadência do Império Romano.

Bárbaros saqueando Roma

O BAIXO IMPÉRIO ROMANO

Durante o século III, após chegar ao auge do seu processo de expansão e conquistas Roma começou entrar numa fase de declínio que vai acabar com colapso total e a superação da maior potência militar da Antiguidade, na fase conhecida como Baixo Império. E nesta fase que os fatores que levaram a sua decadência vão se acumular, entre fatores podemos citar:
. Anarquia Militar: tornou-se freqüente o exército romano colocar no poder e retirar do poder seus generais. Essas disputas pelo poder levaram ao enfraquecimento, desgaste e a anarquia do exército romano;
. Crise do Escravismo: tendo alicerçado sua economia no trabalho escravo, Roma sofreu severo abalo quando o fim das conquistas trouxe consigo a escassez de mão-de-obra escrava;
. Crise Econômica: a crise do escravismo e a diminuição dos saques de guerra tiveram efeito devastador sobre a economia romana. Houve uma crise econômica com a diminuição da produção agrícola. O Estado romano desvalorizava a moeda para poder arcar com o custo da burocracia e do exército gerando uma inflação crescente que acelerou a decadência econômica;
. Êxodo Urbano: A crise econômica e a enfraquecimento do exército, com os constantes ataques dos bárbaros, fez com que a população deixasse a cidade e passasse a se isolar em vilas auto-suficientes e autônomas, para poder enfrentar a crise geral do Império e se proteger.
. As Invasões Bárbaras: com exército romano enfraquecido os povos bárbaros começaram a fazer incursões e saques em terras romanas. Anglos, saxões, godos, visogodos, ostrogodos, germanos, vândalos e hunos passaram a atacar o império, até que em 476, Adroacro, líder germano, invade e saqueia a cidade de Roma. O último imperador Rômulo Augusto rendeu-se ao líder germano encerrando mais de mil anos de história do maior império da antiguidade.

8 comentários:

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  2. Professor Ernesto gostaria de saber sobre,a economia, politica e sociedade na republica e no imperio romano
    aluna: Cicera Maria
    da escola: E.E. "Antonio Manoel Alves de Lima"

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  3. aee eu ameii este sitee.. Pois eu achei td q eu precisava Tudxoo Msm .. ainda beiim, Own,..................... Beeijim,

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  4. Pô esse "JR" não sabe valorizar o que os outros escrevem, e eu achei este site muito bom, vlw.

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  6. Então Roma de uma form a simples Roma só se expandiu a procura de mais poder?!

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